Uma imponente araucária, estimada em centenas de anos e um verdadeiro símbolo natural de Caçador, veio ao chão na última semana, após ser atingida por fortes ventos que assolaram a região. A queda desta árvore icônica não apenas causou comoção entre os moradores, mas também desencadeou uma mobilização científica para a preservação de seu legado genético.

Equipes de pesquisadores da Universidade do Contestado (UnC), em colaboração com o Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina, já estão no local para coletar amostras da araucária. O principal objetivo desta ação é o resgate e a conservação do DNA da árvore, considerado um patrimônio genético de valor inestimável. A espécie Araucaria angustifolia, conhecida popularmente como pinheiro-do-paraná, encontra-se em lista de espécies ameaçadas de extinção, tornando o material genético desta araucária um recurso crucial para a ciência.

O trabalho dos pesquisadores envolve a coleta cuidadosa de sementes, tecidos e outras partes da árvore que possam conter material genético viável. Essas amostras serão posteriormente analisadas e armazenadas em bancos de germoplasma, com a finalidade de garantir a continuidade da espécie. A expectativa é que o DNA resgatado possa ser utilizado em futuras pesquisas sobre a adaptação da araucária a diferentes condições ambientais, bem como em programas de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.

A queda desta araucária gigante representa uma perda significativa para o patrimônio natural e histórico de Caçador. Por décadas, a árvore serviu como ponto de referência e inspiração, testemunhando o desenvolvimento da cidade e encantando gerações. A iniciativa de resgate genético, no entanto, oferece uma luz de esperança, permitindo que fragmentos de sua história e biologia possam perdurar e contribuir para a conservação de sua espécie em face dos desafios ambientais contemporâneos.