Um grave incidente de discriminação marcou a noite de sábado (1º) em Caçador, no Meio-Oeste catarinense. Um médico que atendia em uma unidade de saúde local foi alvo de ofensas racistas, xenofóbicas e de intolerância religiosa por parte de um paciente. A situação escalou a ponto de a Polícia Militar ser acionada para intervir.

De acordo com o relato da Polícia Militar, a corporação foi chamada para atender a um desentendimento no pronto atendimento do município. Ao chegar ao local, os policiais foram informados pelo profissional de saúde que o paciente havia proferido diversas declarações de cunho preconceituoso durante a consulta. As ofensas teriam incluído questionamentos sobre a origem estrangeira do médico, comentários pejorativos relacionados aos seus símbolos religiosos e a exigência explícita de ser atendido por um profissional com um determinado perfil.

Diante das declarações e da gravidade da situação, os policiais militares abordaram o paciente e efetuaram sua condução à Delegacia de Polícia Civil. Segundo a PM, o homem teria continuado com as manifestações preconceituosas mesmo durante o trajeto até a delegacia. O caso ganhou ainda mais substância com o apoio de testemunhas que presenciaram os fatos e também prestaram depoimento aos policiais, auxiliando na formalização da ocorrência.

A Polícia Civil agora ficará responsável por analisar todos os depoimentos coletados e as demais provas reunidas para determinar o enquadramento jurídico adequado para as condutas do paciente e dar prosseguimento à investigação. Em nota oficial emitida nesta segunda-feira (3), a prefeitura de Caçador manifestou seu repúdio a todas as formas de discriminação, reforçando o compromisso com um ambiente de respeito e igualdade.