A deputada federal Paulinha (União Brasil) teve seu mandato na Câmara Federal assegurado após o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) publicar a certidão de trânsito em julgado do processo de registro de candidatura de Bismark Fábio Fugazza, conhecido como Bismark do Canal Hipócritas, do Podemos.
A decisão encerra a possibilidade de contestações que poderiam levar à anulação dos 13.994 votos recebidos por Bismark. A votação do influenciador foi crucial para que o partido Podemos atingisse o percentual necessário do quociente eleitoral, permitindo a disputa pelas vagas de sobra e garantindo a cadeira à deputada Paulinha, que obteve 92.598 votos.
O desfecho representa o fim da tentativa do MDB de reverter a distribuição da vaga para beneficiar o deputado federal não reeleito Valdir Cobalchini, que somou 99.751 votos. A candidatura de Bismark havia sido questionada pela Procuradoria Regional Eleitoral devido a uma condenação por apropriação indébita, cujos efeitos estavam suspensos por medida cautelar do STJ.
Com a manutenção dos votos de Bismark e a ausência de recurso ao TSE, a cadeira de Paulinha permanece garantida. Analistas políticos indicam que, mesmo que os votos de Bismark fossem retirados e somados aos de Eloi Queje (MDB), a vaga não seria destinada ao MDB, mas sim ao também deputado federal não reeleito Ismael dos Santos (PL), demonstrando a complexidade da divisão de cadeiras no sistema eleitoral.




